Jejum Intermitente

Você deve ter passado a sua vida inteira ouvindo que o café da manhã era a refeição mais importante do dia e que para ser saudável, você deveria comer várias pequenas refeições ao longo do dia. Porém, esses conceitos mudaram ao longo dos anos e hoje existem pesquisas que confirmam os benefícios do jejum intermitente, que é o que você faz quando sai de casa de manhã sem comer, ou quando passa a manhã na cama no fim de semana e tem o almoço como sua primeira refeição do dia.

Tais pesquisas sugerem também que o jejum tem os mesmos efeitos benéficos da restrição calórica, o que aumenta drasticamente a expectativa de vida em animais. Além de tudo isso, o jejum intermitente pode ser usado como opção por aqueles que não conseguem reduzir a ingestão diárias de calorias e precisam perder peso. Outros beneficios do jejum intermitente seriam: aumentar o nível de produção do hormônio do crescimento (também conhecido como “fitness hormone), facilitar a perda de peso, reduzir a resistência à insulina, reduzir inflamação, melhorar a pressão arterial e aumentar a massa magra.

Jejum Intermitente

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Existem vários tipos de jejum intermitente e você pode escolher aquele que melhor se adapta ao seu estilo de vida. Ele pode tanto ser feito apenas por um período restrito e específico ou então ser adotado por quanto tempo fizer sentido para você. Se você optar por aquele que considero o mais fácil de ser implementado (18×6), você se alimenta em uma janela de 6 horas (ex.: das 13h as 19h) e jejua nas outras 18. Para que isso funcione direito você precisa manter uma certa rotina, conseguir quebrar o jejum e ter a sua última refeição mais ou menos nos mesmos horários todos os dias. Outro tipo popular entre os adeptos é se alimentar normalmente 5 dias na semana e reduzir drasticamente a ingestão de calorias nos outros dois. Eu gosto mais do primeiro modelo porque o corpo incorpora esse ritmo e depois de alguns dias você não tem mais fome naquele período e seus níveis de energia voltam ao normal.

De forma bem resumida, o que acontece é que seu corpo passa a usar gordura como fonte de energia, uma vez que seu carboidrato e toda a reserva de glicogênio (fontes primárias de energia) já foram utilizados. E com isso, você perde o peso que tem que perder (diminui gordura e não somente água).

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Você deve se preocupar (seja praticando jejum ou não) em comer comida de verdade, minimamente processada, ingerir pouco açúcar, beber moderadamente e tudo o mais que você já sabe. O jejum, sem dúvida, faz você perder peso, mas isso não significa que dá para sair comendo sem qualquer critério, afinal o objetivo não é só se manter magro, mas saudável de um modo geral. E também pesquise muito antes de se aventurar, principalmente se você tem algum problema de saúde. Nesse caso, fale com seu médico.

Eu testei este jejum por 2 semanas (18X6), consegui me adaptar a ele, mas meu estilo de vida não me permitia manter os mesmos horários a longo prazo, principalmente porque eu não encontrei uma solução para o horário em que eu fazia atividade física. Há experts que acreditam que não há qualquer malefício em se exercitar em jejum (e teoricamente não tem mesmo), mas eu preferia quebrá-lo 2 horas antes de malhar – e ir à academia à tarde, para mim, nunca funcionou muito bem. Sem contar que me bagunçava o dia inteiro.

Achando tudo isso uma loucura? Lembre-se que nossos ancestrais se alimentavam desta forma (tudo bem que era por falta de opção). E sabemos que a oferta (e ingestão) exagerada de alimentos (e não só o mal uso que fazemos deles) é a grande responsável pelos problemas de saúde da atualidade, principalmente as doenças crônicas.

Se você tiver interesse em estudar mais profundamente o que dizem as pesquisas, dá uma olhada no blog do João Gabriel Marques, o Ciência da Nutrição, porque lá ele dá vários exemplos e cita toda a literatura científica disponível sobre este assunto, além de listar de forma fundamentada, os benefícios desta prática.